NATAL, A GRANDE FESTA PAGÃ- Parte 2

Leitura do Estudo: Isaías 1: 1 a 31

Verso Inicial: " Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada ".  I Timóteo 4: 1 e 2

Objetivo da Lição:

Mostrar que Deus não aprova as festas pagãs, criadas no objetivo de desviar seu povo dos caminhos definidos por Ele.

Questionário:

1. Quais eram as grandes festas de Roma pagã?
As grandes festas religiosas de Roma pagã eram as saturnais, a 16, 17 e 18 de dezembro; o " dies natalis solis " a 25 de dezembro; as lupercais a 15 de fevereiro; e as bacanais, de 3 em 3 anos.

2. As primeiras festas de Roma pagã eram em honra a quem?
Nas saturnais, em honra a saturno, pai dos deuses e aos latinos, descobridor da agricultura, cultuava-se a igualdade entre os homens. Os limites sociais desapareciam e senhores se faziam de escravos e escravos de senhores. A orgia era completa e livre; todos comiam e bebiam sem limites; uma semana depois, o sol, autor e conservador da vida era festejado. Nessa época ocorre o solstício de inverno. O inverno lá ( na Europa ) é rigorosíssimo, os dias, cada vez mais curtos, cinzentos e ventosos e as noites, cada vez mais longas, escuras e nevosas. Desde o verão, quando o sol está se afastando do Equador, os homens temem a noite eterna. Então o sol, para e começa a voltar. A vida está salva, o sol renasce. Há que festejar e os romanos sacrificam nos templos, com grandes comilanças e bebedices, uma farra total; 25 de dezembro, o " dies natalis solis ", o nascimento do sol também era festa do deus Mitra, o deus sol dos persas.

3. Qual o aspecto do chamado deus Pã?
As lupercais eram em honra ao deus Pã,  metade homem, metade cabra, senhor dos pastores e rebanhos, personificação da natureza e alma dos cosmos. Segundo a lenda, inventor da flauta, festejado a 15 de fevereiro com música e dança. Baco era deus do vinho e da orgia, festejado a cada 3 anos, com extrema licenciosidade. As bacanais, saturnais, lupercais e o " natalis " se mesclavam com a festa dos deuses não greco-romanos.

4. Qual era a trindade de grande popularidade?
Tinham grande popularidade à " tríade de abido " egípcia, composta por uma família: Ísis, mãe de Hórus e esposa de Osíris. Foi a deusa feminina mais popular do Império no séculos III e IV. Simbolizava a fecundidade, a natureza. Quando seu marido foi morto, ela chorou, encheu o Nilo e fertilizou o Egito. Osíris era chamado o rei da eternidade, rei dos reis, soberano dos deuses. Morto pelo irmão, ressuscitara todos os anos dando aos egípcios a certeza da imortalidade. Hórus, o filho, era o sol no mundo entre os homens.
Mitra era deus persa, simbolizava o sol, era deus da sabedoria, pureza e abundância. Equilibrava o mundo na sua luta eterna contra Varuna, deusa da noite. Usava um barrete na cabeça, a conhecida Mitra de hoje, usada pelo Papa. Odin era o governador do mundo, invencível, informado de tudo por seus dois servos. Vivia na Valhada, paraíso para onde as valquírias levavam os guerreiros mortos em combate. Esses eram os principais deuses do Império, por cerca de 300 d.C. O cristianismo cresceu e se fortificou no nosso meio, em combate a essas superstições.

5. Quem instituiu, quando aconteceu e o que significava o édito de tolerância?

Em 30 de abril de 311, terminaram oficialmente os tempos heróicos da igreja. O Imperador Galério, o mais cruel perseguidor dos cristãos, no seu leito de morte anunciou o chamado " edito de tolerância " pelo qual o cristianismo deixava de ser perseguido e onde " obrigava " os cristãos a pedir a Deus benção para o Império.
Desde o fim do século II d.C., homens de grande cultura mundana vinham a se converter ao cristianismo, tentando " racionalizar e culturalizar " a fé simples da plebe, tentando torná-la explicável e palatável aos nobres e poderosos. Essa obra dos chamados " pais da igreja " racionalizando a fé, aproximou-a perigosamente do materialismo intelectualizado, os pobres e simples do Império morreram nas masmorras e anfiteatros pela fé cristã original, aos ricos trataram de " explica-lá e adaptá-la " à mente pagã.

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